quinta-feira, 3 de outubro de 2013

União confirma Serginho como novo gerente de futebol


Foto: Divulgação 
O União Frederiquense deu o pontapé inicial nos trabalhos da Divisão de Acesso 2014. Foi anunciado na manhã desta quinta-feira, 3, o novo gerente de futebol do clube. O cargo será ocupado por Sergio Luis Lima Vieira (Serginho). O profissional atuou em clubes como Santa Cruz, Cerâmica e em 2013 trabalhou no Panambi. “Recebi algumas propostas, inclusive de clube da Série A gaúcha, mas optei pelo União Frederiquense pela estrutura oferecida e pela condição de brigar de igual para igual com qualquer equipe dentro e fora das quatro linhas. Além disso, a compatibilidade de ideias junto à diretoria vem ao encontro do que eu imagino que um clube de futebol necessita em termos de estrutura, autonomia e linha de trabalho”, ressaltou o novo gerente de futebol. Serginho inicia os trabalhos nos próximos dias para traçar o planejamento junto com a direção do clube.

Créditos: Fábio Pelinson / Jornal O Alto Uruguai


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

TRÊS ANOS DE UNIÃO E MUITA HISTÓRIA PARA CONTAR

(Foto: Caroline de Oliveira/Arquivo AU)

Uma das grandes dúvidas que pairavam sobre os idealizadores do União Frederiquense de Futebol, em 2010, era em relação a torcida. Embora o otimismo estivesse presente, os torcedores iriam aos jogos? Apoiariam o time? Vestiriam realmente a camiseta? Pois bem, o clube completa hoje, 3 de agosto, três anos da sua fundação, a parte mais “burocrática” da história. Depois vieram as escolhas do nome, do escudo, das cores, do uniforme, do hino, e muitas das respostas esperadas pelos fundadores já foram dadas.
Como um bom filho, o União tem crescido neste meio tempo. Já foram três temporadas de Divisão de Acesso e de muitas alegrias, tristezas, emoções e aprendizados. Se o resultado não vinha dentro de campo, a torcida chiava na arquibancada, mas que bom que ela estava lá. Sim, e estava lá em bom número, sempre. Com chuva, time em crise – como aconteceu esse ano – e os torcedores estavam lá, mesmo assim, em centenas.
Pouco importa investimentos astronômicos, atletas renomados ou grandes promessas se a torcida, alma do time, não estiver na arquibancada. Isso soa até como crítica a times que surgiram em outros Estados, apenas com fins lucrativos, mas que na “cancha” não tem ninguém sofrendo junto. Em Frederico Westphalen é diferente. Desde o início ela estava lá, sedenta de um clube de futebol profissional, de uma diversão para o final de semana. E essa brincadeira virou amor, afinal, quando os sentimentos de alegria, tristeza, ódio e euforia se misturam em noventa minutos, passa a não ser apenas 11 contra 11, é algo mais.
Um dos personagens que faz parte desta história de três anos do União Frederiquense é Jonathan Pertile. O funcionário público, de 25 anos, assumiu o verde, branco e vermelho. Colocou o escudo no peito e não tirou mais. “Meu primeiro contato com o União foi quando o pessoal resolveu criar o time para disputar a Divisão de Acesso. Eu, como sou um apaixonado pelo futebol, comecei a gostar da ideia, e desde então surgiu essa paixão pelo União”, ressalta o torcedor.
Pertile passou da arquibancada para um verdadeiro “amigo fiel” do clube, acompanhando a delegação sempre, inclusive nos jogos longe do Vermelhão da Colina. “Eu sempre estive junto, tanto que eu sou conselheiro do clube, por sempre estar junto. Acho que é o papel do conselheiro estar presente, não só na época de aprovar os processos, e sim vendo o que é o União, o que acontece por trás, isso eu sempre gostei, sempre quis ter contato”, comenta.

O início
“No primeiro ano foi montado o time, só faltava uma coisa, a torcida. Mas FW é uma cidade apaixonada por futebol, que vive o futebol. Eu queria tanto fazer parte do União, que eu resolvi criar a torcida Loucos da Colina. Acabou no último ano, mas foi uma boa experiência com o pessoal. Mas a torcida no geral foi fundamental, foi um espelho nesses três anos, pela quantidade de torcedores, tanto que muito jogador vem para cá devido à torcida”.

Os jogos fora de casa
“Eu acho que eu não fui só para Pelotas e Rio Grande, no resto, já cruzei o Estado no meio nesses três anos. Mas com certeza, o mais tenso foi o primeiro jogo da história do União fora de casa, em Santo Ângelo. A torcida chegou um pouco com os ânimos exaltados, aí houve um tumulto lá”.

O jogo mais emocionante
“Foi o jogo contra o Riopardense aqui, que a gente precisava de uma vitória. Com chuva, campo alagado, e o Rodrigo Vareta fez o gol aos 49 minutos. Essa foi a vitória mais comemorada”.

A maior decepção
“Sem dúvida o jogo contra o Guarany de Camaquã. Acho que foi muito excesso de confiança. O União tinha o melhor time para subir, e acho que tudo que se gerou, em um time de apenas dois anos acabou criando um excesso de confiança”.

Esses três anos de time
 “O União, como o Grêmio e Inter, é uma história. O começo é assim, com derrotas, vitórias. Tivemos uma derrota, que para mim, no futebol, nunca havia sentido tanto, que foi o jogo contra o Camaquã. Mas acredito que é nessas situações que o torcedor tem que se agarrar mais. É sempre na derrota que a gente vê o verdadeiro torcedor”.



Créditos: Fábio Pelinson/Jornal O Alto Uruguai

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

PRIMEIROS GRANDES PASSOS

Crédito: Fábio Pelinson























A região onde está a extensão de terra que abrigará o empreendimento do União Frederiquense, na linha Faguense, em Frederico Westphalen, já começou a “respirar” os avanços que estão por vir. Na semana passada, duas máquinas começaram a trabalhar na área que abrigará o campo do clube. Segundo o presidente da comissão responsável pelo projeto, Edison Cantarelli, esse trabalho inicial é uma sondagem da área. “Nós precisávamos saber o material rochoso que tinha no solo. Se fosse encontrado material rochoso tipo laje pedra, poderia inviabilizar o local do campo, devido aos altos custos de implosão, e modificar a área do condomínio. Era preciso fazer essa sondagem para iniciar o processo de licenciamento”, explica Cantarelli.  
Crédito: Fábio Pelinson
E se existia esse receio quanto ao material rochoso, os primeiros resultados são positivos quanto ao desenvolvimento do empreendimento no local projetado. “O material que temos encontrado é bom para a drenagem do campo e para utilizar a parte superior do terreno para a arquibancada. Precisamos ainda baixar dois metros para o nível do campo, mas pelo que estamos analisando não vai ter risco de ter um material que nós não queremos. Dá para dizer com 90% de certeza, que o campo será nessa área”, disse Cantarelli.  Algumas estacas já estão demarcando as linhas divisórias do futuro campo, que terá o tamanho padrão da Fifa, de 68 metros por 105 metros.
Embora já esteja se demarcando a área e realizando um nivelamento do local, o condomínio segue sendo prioridade na execução do empreendimento. “O projeto só é viável com a construção do condomínio horizontal de lotes. O processo está indo rápido, mas precisamos fundamentalmente tornar essa área como área urbana, mesmo que ela seja apenas uma ilha de área urbana, assim como há outros locais na cidade”, ressalta o responsável pelo projeto.
A expectativa do torcedor
Embora seja apenas o início do trabalho desse grande projeto, a visão do torcedor já está lá no futuro. “É uma satisfação grande para nós que estamos acompanhando as obras, ver a quantidade de torcedores que vêm aqui durante o dia, e a satisfação deles de ver que o projeto está acontecendo. Você ver aquele torcedor humilde dizer ‘que lugar bonito’, e projetarem ‘já imaginem o Grêmio e o Inter jogando aqui’. Os agricultores da Faguense também, que vêm aqui e veem tudo isso como se fosse parte deles. Então são essas coisas que dão uma satisfação para nós, porque o torcedor quer isso, a região quer isso”, comenta Cantarelli.
Reforço da “equipe”
O presidente da comissão responsável pelo projeto ressalta que o União precisa de mais pessoas para ajudarem nas demandas. “Hoje o União tem dois funcionários só, e alguns voluntários. Então nós precisamos de mais voluntários, mais parceiros para que esse projeto aconteça. Precisamos que cada torcedor ajude de uma forma, não precisa ter ajuda financeira, mas tem muita coisa para a gente fazer”, comenta.

Fábio Pelinson


Crédito: Fábio Pelinson

sábado, 20 de julho de 2013

PRONTO PARA SAIR DO PAPEL

Em conversa com a imprensa, presidente da comissão pró-complexo esportivo,
Edson Cantarelli, garante a realização do empreendimento 
(Foto: Divulgação)

Depois da campanha do União Frederiquense na Divisão de Acesso, que ficou abaixo das expectativas da torcida e da direção, muito tem se questionado nos “corredores” sobre a realização do projeto do complexo esportivo do clube. Embora o ano tenha sido fraco dentro de campo para o União, fora dele, os meses têm sido de muito trabalho, e a direção resolveu chamar a imprensa para esclarecer os trâmites do projeto. “Um empreendimento desses, de uma entidade sem fins lucrativos, que é o União, acaba interferindo em outras empresas e  gera especulações sobre interesses. Nosso objetivo não é beneficiar ou prejudicar alguém, apenas passar a informação correta do que está acontecendo”, esclareceu o professor Edson Cantarelli, responsável pelo projeto.
O complexo esportivo, que ocupará 11 hectares na linha Faguense, prevê a construção de um condomínio, um estádio – com capacidade para cerca de oito mil torcedores – e um amplo estacionamento. O projeto foi lançado em abril deste ano, e de lá para cá, a comissão responsável pelo estádio vem trabalhando no desmembramento da área, onde, nesta semana, conseguiu-se a matrícula. “Ficou decidido que o clube vai priorizar o processo do condomínio horizontal de lotes, pois é ele quem vai dar suporte para as outras estruturas. É a partir desse processo de licenciamento do condomínio que nós vamos poder comercializar esses terrenos. Até o momento, temos 15 parceiros, que estão acreditando no projeto e viabilizaram a aquisição da área. Outra novidade é que com a nova metragem serão 86 lotes a serem vendidos”, ressaltou Cantarelli, presidente da comissão.

Nesta semana, máquinas começaram a trabalhar no terreno do União
(Foto: Matheus Muller/Jornal O Alto Uruguai)

Para o início da comercialização dos terrenos ainda é preciso uma série de laudos. “Isso deve demorar uns dois ou três meses, para estar entrando o pedido de licença na prefeitura”, comentou Cantarelli. A área do condomínio será de 3,7 hectares, 1,1 hectare a menos do que o complexo esportivo. O presidente da comissão destacou a importância da comunidade apoiar o projeto, assim como abraçou o clube na cidade.   

Entrevista

Presidente da comissão responsável
pelo projeto, Edson Cantarelli 

Como está o cronograma de preparação do clube para a construção do novo estádio?
Cantarelli – Os licenciamentos serão feitos ainda em 2013, está no nosso cronograma. Para 2014, nós esperamos começar a mexer no campo, no gramado. Já dá para começar a trabalhar nisso em definitivo, fazendo drenagem, sistema de irrigação. No próximo ano, nós já teríamos o gramado pronto, sendo usado como campo suplementar. A partir daí, foge um pouco da nossa alçada, depende das licenças.

Há a possibilidade de o União jogar já em 2015 no novo estádio?
Cantarelli – Existe. Eu não posso prometer isso, mas a possibilidade existe. O estádio é considerado um impacto ambiental grande, então o município não pode liberar o licenciamento do estádio, a não ser que a Fepam permita. Mas a partir do momento que nós estivermos com as escrituras dos terrenos em mãos, que nós possamos comercializá-los, temos condições de estar com a estrutura do estádio pelo menos com 50% das arquibancadas para 2015. Mas não adianta ter estádio se não ter acesso, então há outros fatores que também não dependem do clube.

Existe uma expectativa em relação à venda de terrenos?
Cantarelli – Sim. Nós temos alguma procura já, mas as pessoas necessitam de alguma garantia, e é isso que a gente está buscando e procurando apresentar. Mas a procura é boa.

A distância do estádio para a cidade pode diminuir o interesse do torcedor?
Cantarelli – Dois quilômetros, que é a diferença do Vermelhão da Colina para o novo estádio, é pouco. A sociedade tem que perceber que o este estádio irá expandir o município, trará mais empreendimentos para fora da área do centro e dará um novo direcionamento para FW. Eu não tenho dúvidas que não haverá a queda de público.

Quantos lotes necessitam estar vendidos para iniciar a obra?
Cantarelli – Não existe um número fixo. Se primeiramente entrar R$ 100 mil de receita, nós iremos trabalhar com esse valor; agora, se entrar R$ 500 mil, nós faremos o que conseguir com esta verba, teremos pressa para a obra ficar completa.

E os custos de liberação de laudos? 
Cantarelli – O União está trabalhando com parceiros, eu vou fazer um projeto, outra pessoa fará outro e não vai cobrar. As pessoas estão nos fazendo preços acessíveis e este gasto não será tão alto, devido às parcerias. Onde nós gastaríamos mais de R$ 100 mil, pode baixar para R$ 15 mil. Mas nós temos que ter uma grande venda, pois não haverá investimento no campo antes de trabalhar no condomínio. Calçamento, água, luz, esgoto, tudo é por nossa conta, a prioridade é o condomínio.

Existe alguma possibilidade do estádio não sair do papel?
Cantarelli – Existe, assim como existe a possibilidade de cair um raio aqui agora (risos). É uma brincadeira, mas essa é a ideia. Porém, vale enfatizar que o estádio só vai sair se a comunidade quiser; se a comunidade não quiser, o estádio não vai sair. As pessoas têm poderes e o estádio pode não sair, mas o que depender do União, ele sairá. Agora, se todo mundo combinar de não comprar os lotes dos terrenos do União, aí fica difícil.

Área que abrigará o complexo esportivo do União Frederiquense, na linha Faguense
(Foto: Matheus Muller/Jornal O Alto Uruguai)


Crédito: Fábio Pelinson/Jornal O Alto Uruguai

sexta-feira, 19 de julho de 2013

UNIÃO PELO MUNDO: FOTOGRAFE, ENVIE E APAREÇA!

O torcedor frederiquense, Antônio Luis Santi, fotografou com a camisa do União 
em Leipzig, na Alemanha, em junho de 2012 (Foto: Divulgação)

A mais recente campanha do Leão da Colina, “União pelo mundo”, já começou, e se você tem alguma fotografia sua com a camisa do clube por aí é só encaminhar para o e-mail imprensa@uniaofrederiquense.com.br, junto com seu nome completo, cidade onde reside, local e data da fotografia.
– Estamos criando um painel no Facebook chamado ‘União pelo mundo’, onde os torcedores poderão encaminhar suas fotos com a camisa do nosso clube. É fácil participar, então se você fotografou com a camisa do União Frederiquense esperamos a sua foto –, afirmou o assessor de imprensa do União, Marcio Bariviera.


Crédito: Daiane Binello/Jornal O Alto Uruguai

quarta-feira, 17 de julho de 2013

ORGANIZANDO A CASA

Os diretores, Marcelo Oliveira e Darley Ardenghy, organizaram o material (Foto: Divulgação)

Com o pensamento já voltado para o próximo ano, a diretoria do União Frederiquense de Futebol realizou o recolhimento do material cedido e utilizado nos apartamentos dos atletas que integraram o plantel do clube, bem como, os aproveitados pelo departamento de futebol.
De acordo com o vice-presidente administrativo, Darley Ardenghy, em anos anteriores, muito material se estragou por não ter um local definido para ser depositado. “Este ano o planejamento foi outro e alugamos um depósito e centralizamos todos os pertences do clube no local. Assim, no próximo ano ficará mais fácil a redistribuição. Devido à grande quantidade de material o recolhimento levou uma semana para se concretizar”, revelou.
Entre eletrodomésticos, móveis e material esportivo, o patrimônio chega perto de R$ 25 mil. Os trabalhos foram coordenados pelo diretor Marcelo Oliveira.

Material ficará em um depósito alugado pela diretoria do clube (Foto: Divulgação)


Crédito: Daiane Binello/Jornal O Alto Uruguai

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O ADEUS À BOLA

No sofá da família, falta espaço para as camisetas dos clubes que Douglas Rinaldi atuou 
(Foto: Fábio Pelinson/Jornal O Alto Uruguai)

Essa não é mais uma história de um garoto com o sonho de se tornar jogador de futebol, e que diante das dificuldades ficou pelo caminho nesta fábrica de craques chamada Brasil. Esse enredo tem um cenário um pouco mais diversificado. Treze clubes em cinco países, além do Brasil, em 18 anos de carreira.
Douglas de Medeiros Rinaldi, ou apenas Douglas Rinaldi, é “filho ilustre” de Erval Seco. Saiu da cidade ainda garoto, com 16 anos. A oportunidade de ir para Criciúma apareceu depois de um jogo preliminar, antes de um amistoso da equipe do Sul catarinense. Mas o desejo de ser jogador era anterior a tudo isso. “Lembro que desde oito ou nove anos eu já tinha esse pensamento, e já trabalhava para isso”, contou.
Com uma dose de coragem, como ele mesmo define, resolveu ir se “aventurar” em Criciúma. “Convidaram-me para ficar lá, e eu prontamente desisti do terceiro ano no Colégio Agrícola. Para mim foi algo sensacional, indescritível, era algo que eu queria muito”, disse o jogador. Com o apoio dos pais, Rinaldi jogava no Estado vizinho, sonhando subir para o profissional, o que não aconteceu. “Joguei o júnior e não tive oportunidade de subir. Voltei para casa e por um momento eu desisti do futebol”. Porém, o tempo longe dos gramados foi curto. Bastaram 30 minutos atuando em uma peneira, e o destino de Rinaldi foi a cidade de Santo Ângelo. “O Santo Ângelo é um clube muito especial para mim, o time que me abriu as portas profissionalmente”.

Foram cinco anos de muitas conquistas entre as categorias júnior e profissional nas missões, onde o jovem conheceu um empresário. “Através dele apareceu uma oportunidade de ir jogar na Itália, e a gente achou uma boa ideia. Mas lá foi complicado. Era uma época que eu estava muito bem, mas sofri até um pouco de preconceito por ser jogador estrangeiro”. Depois de desistir do contrato com o Trento, em 2002, e voltar para o Brasil, com a dupla cidadania italiana em mãos, ficou mais fácil trilhar um caminho pela Europa, onde no ano seguinte atuou no Mataro, da Espanha. Ainda em sua “carreira europeia”, passou pelo Apollon Kalamaria, da Grécia, em 2004, e o Watford, da Inglaterra, em 2007.

Tempo na Grécia
Douglas Rinaldi disputou na Grécia a primeira divisão do campeonato nacional. Porém, a maior das dificuldades do período não foi dentro dos gramados. “Nesse período minha esposa Daniela já me acompanhava, então a gente vivia mais em um ritmo nosso. Nos treinos, havia brasileiros na comissão técnica, então a comunicação era tranquila, mas a dificuldade maior era fora de campo”, ressaltou o jogador. Por lá, mais do que brigar contra os jogadores adversários, o erval-sequense teve que duelar com a língua. “Era muito complicado até para ir no supermercado, pegar um táxi, tanto que no tempo em que a gente esteve lá, nunca fomos a um restaurante, porque não tinha como se comunicar”, relatou.

O grande ano da carreira

Depois de uma bela passagem pelo Veranópolis, com 28 anos, surgiu a oportunidade de ir para o futebol inglês. “Fiquei uns 15 dias realizando testes, e nesse tempo passaram uns 30 jogadores, atletas conhecidos. Eu fui treinando, até que no último dia da janela de janeiro da Europa, assinei um empréstimo de seis meses”. Após conquistar a confiança do técnico, Rinaldi estreou pelo Watford, na Premier League, contra o Totteham. “O treinador me chamou era 20 do segundo tempo. Entrei bem, fiz uma boa partida, e a partir daí os jogos que eu tive condições físicas eu joguei todos”, relembrou.  
Foram aproximadamente 12 partidas na Premier League. “Com certeza esse primeiro ano na Inglaterra foi o que mais me marcou. Foi onde eu tive a oportunidade de disputar jogos contra os melhores jogadores do mundo, na verdade, atletas que a gente assistia pela televisão, mas que dentro de campo você vê que não são de outro mundo. Eu fiz boas partidas lá, tanto que o time acabou comprando meu passe”, disse Rinaldi.
Além dos grandes jogos, Douglas Rinaldi destaca 2007 como o top de sua carreira, em todos os sentidos. “Quando eu cheguei lá fiquei até um pouco deslumbrado, é muita diferença em estrutura. A torcida era respeitosa, mas muito fanática. Com certeza foi o auge da minha carreira”, contou. O jogo que mais marcou sua vida, também foi nesse ano. “Com certeza a partida contra o Chelsea. Foi minha estreia como titular na Inglaterra, o jogo foi passado ao vivo para todo o Brasil, e foi uma boa partida, me marcou”, afirmou.

A decisão de parar
A idade chegando na casa dos 30 e o nascimento do filho Joaquim foram situações que fizeram Rinaldi começar a pensar em encaminhar a aposentadoria do futebol. “Quando eu fui para o Japão, em 2010, a gente tinha decidido que a minha esposa já não iria mais me acompanhar, até porque o nosso filho, Joaquim, estava com quatro anos. Então já nesse momento eu pensei na hipótese de parar, mas nada efetivamente”, contou o jogador.
Depois do Japão, Rinaldi ainda teve uma passagem pelo Esportivo, em 2011, onde sofreu a pior lesão da sua carreira. Depois de um tempo se recuperando, o destino lhe reservava defender em campo a região onde toda a história começou. No União Frederiquense, o jogador atuou na temporada de 2012 e 2013. “Esses dois anos foram ótimos. Tu ver teus pais, teus amigos, a família acompanhando o dia a dia dos treinos foi muito bom. Eu joguei, vesti a camiseta do União mesmo, como se fosse o time da minha cidade, comprei a causa”, ressaltou.  
Decidido a parar, Rinaldi viajou para Santa Maria, onde o União enfrentaria o Inter-SM pela última rodada do segundo turno da Divisão de Acesso, pensando que não seria seu último jogo. “Eu estava muito confiante que aquele não seria o nosso último jogo, que iríamos classificar. Mas depois, no vestiário, eu pedi a palavra e comuniquei a minha decisão. Foi tranquilo, era uma coisa que já estava bem pensada, não foi precipitado, até o Hyantony brincou comigo: ‘mas todo mundo quando para chora, e tu tá rindo’. Mas é um ciclo que chega ao fim. O União não ter caído foi algo que fez com que eu terminasse minha trajetória do futebol de cabeça erguida. Porque tu acabar com um rebaixamento não seria interessante, e algo que poderia até ter mudado meu pensamento, porque eu não sei se eu ia querer acabar dessa forma”, comentou Rinaldi.
Com essas palavras, no vestiário do estádio Presidente Vargas, Rinaldi dá adeus ao futebol profissional. “Tudo que eu fiz foi bem pensado, sempre dei meu máximo, sempre me esforcei e fui honesto, independente do lugar que eu estive, eu saio de cabeça erguida e muito feliz, porque foi uma carreira muito gloriosa e que me deu muitas alegrias”, finalizou o agora aposentado da bola, Douglas Rinaldi. 


Crédito: Fábio Pelinson/Jornal O Alto Uruguai