quarta-feira, 10 de julho de 2013

O ADEUS À BOLA

No sofá da família, falta espaço para as camisetas dos clubes que Douglas Rinaldi atuou 
(Foto: Fábio Pelinson/Jornal O Alto Uruguai)

Essa não é mais uma história de um garoto com o sonho de se tornar jogador de futebol, e que diante das dificuldades ficou pelo caminho nesta fábrica de craques chamada Brasil. Esse enredo tem um cenário um pouco mais diversificado. Treze clubes em cinco países, além do Brasil, em 18 anos de carreira.
Douglas de Medeiros Rinaldi, ou apenas Douglas Rinaldi, é “filho ilustre” de Erval Seco. Saiu da cidade ainda garoto, com 16 anos. A oportunidade de ir para Criciúma apareceu depois de um jogo preliminar, antes de um amistoso da equipe do Sul catarinense. Mas o desejo de ser jogador era anterior a tudo isso. “Lembro que desde oito ou nove anos eu já tinha esse pensamento, e já trabalhava para isso”, contou.
Com uma dose de coragem, como ele mesmo define, resolveu ir se “aventurar” em Criciúma. “Convidaram-me para ficar lá, e eu prontamente desisti do terceiro ano no Colégio Agrícola. Para mim foi algo sensacional, indescritível, era algo que eu queria muito”, disse o jogador. Com o apoio dos pais, Rinaldi jogava no Estado vizinho, sonhando subir para o profissional, o que não aconteceu. “Joguei o júnior e não tive oportunidade de subir. Voltei para casa e por um momento eu desisti do futebol”. Porém, o tempo longe dos gramados foi curto. Bastaram 30 minutos atuando em uma peneira, e o destino de Rinaldi foi a cidade de Santo Ângelo. “O Santo Ângelo é um clube muito especial para mim, o time que me abriu as portas profissionalmente”.

Foram cinco anos de muitas conquistas entre as categorias júnior e profissional nas missões, onde o jovem conheceu um empresário. “Através dele apareceu uma oportunidade de ir jogar na Itália, e a gente achou uma boa ideia. Mas lá foi complicado. Era uma época que eu estava muito bem, mas sofri até um pouco de preconceito por ser jogador estrangeiro”. Depois de desistir do contrato com o Trento, em 2002, e voltar para o Brasil, com a dupla cidadania italiana em mãos, ficou mais fácil trilhar um caminho pela Europa, onde no ano seguinte atuou no Mataro, da Espanha. Ainda em sua “carreira europeia”, passou pelo Apollon Kalamaria, da Grécia, em 2004, e o Watford, da Inglaterra, em 2007.

Tempo na Grécia
Douglas Rinaldi disputou na Grécia a primeira divisão do campeonato nacional. Porém, a maior das dificuldades do período não foi dentro dos gramados. “Nesse período minha esposa Daniela já me acompanhava, então a gente vivia mais em um ritmo nosso. Nos treinos, havia brasileiros na comissão técnica, então a comunicação era tranquila, mas a dificuldade maior era fora de campo”, ressaltou o jogador. Por lá, mais do que brigar contra os jogadores adversários, o erval-sequense teve que duelar com a língua. “Era muito complicado até para ir no supermercado, pegar um táxi, tanto que no tempo em que a gente esteve lá, nunca fomos a um restaurante, porque não tinha como se comunicar”, relatou.

O grande ano da carreira

Depois de uma bela passagem pelo Veranópolis, com 28 anos, surgiu a oportunidade de ir para o futebol inglês. “Fiquei uns 15 dias realizando testes, e nesse tempo passaram uns 30 jogadores, atletas conhecidos. Eu fui treinando, até que no último dia da janela de janeiro da Europa, assinei um empréstimo de seis meses”. Após conquistar a confiança do técnico, Rinaldi estreou pelo Watford, na Premier League, contra o Totteham. “O treinador me chamou era 20 do segundo tempo. Entrei bem, fiz uma boa partida, e a partir daí os jogos que eu tive condições físicas eu joguei todos”, relembrou.  
Foram aproximadamente 12 partidas na Premier League. “Com certeza esse primeiro ano na Inglaterra foi o que mais me marcou. Foi onde eu tive a oportunidade de disputar jogos contra os melhores jogadores do mundo, na verdade, atletas que a gente assistia pela televisão, mas que dentro de campo você vê que não são de outro mundo. Eu fiz boas partidas lá, tanto que o time acabou comprando meu passe”, disse Rinaldi.
Além dos grandes jogos, Douglas Rinaldi destaca 2007 como o top de sua carreira, em todos os sentidos. “Quando eu cheguei lá fiquei até um pouco deslumbrado, é muita diferença em estrutura. A torcida era respeitosa, mas muito fanática. Com certeza foi o auge da minha carreira”, contou. O jogo que mais marcou sua vida, também foi nesse ano. “Com certeza a partida contra o Chelsea. Foi minha estreia como titular na Inglaterra, o jogo foi passado ao vivo para todo o Brasil, e foi uma boa partida, me marcou”, afirmou.

A decisão de parar
A idade chegando na casa dos 30 e o nascimento do filho Joaquim foram situações que fizeram Rinaldi começar a pensar em encaminhar a aposentadoria do futebol. “Quando eu fui para o Japão, em 2010, a gente tinha decidido que a minha esposa já não iria mais me acompanhar, até porque o nosso filho, Joaquim, estava com quatro anos. Então já nesse momento eu pensei na hipótese de parar, mas nada efetivamente”, contou o jogador.
Depois do Japão, Rinaldi ainda teve uma passagem pelo Esportivo, em 2011, onde sofreu a pior lesão da sua carreira. Depois de um tempo se recuperando, o destino lhe reservava defender em campo a região onde toda a história começou. No União Frederiquense, o jogador atuou na temporada de 2012 e 2013. “Esses dois anos foram ótimos. Tu ver teus pais, teus amigos, a família acompanhando o dia a dia dos treinos foi muito bom. Eu joguei, vesti a camiseta do União mesmo, como se fosse o time da minha cidade, comprei a causa”, ressaltou.  
Decidido a parar, Rinaldi viajou para Santa Maria, onde o União enfrentaria o Inter-SM pela última rodada do segundo turno da Divisão de Acesso, pensando que não seria seu último jogo. “Eu estava muito confiante que aquele não seria o nosso último jogo, que iríamos classificar. Mas depois, no vestiário, eu pedi a palavra e comuniquei a minha decisão. Foi tranquilo, era uma coisa que já estava bem pensada, não foi precipitado, até o Hyantony brincou comigo: ‘mas todo mundo quando para chora, e tu tá rindo’. Mas é um ciclo que chega ao fim. O União não ter caído foi algo que fez com que eu terminasse minha trajetória do futebol de cabeça erguida. Porque tu acabar com um rebaixamento não seria interessante, e algo que poderia até ter mudado meu pensamento, porque eu não sei se eu ia querer acabar dessa forma”, comentou Rinaldi.
Com essas palavras, no vestiário do estádio Presidente Vargas, Rinaldi dá adeus ao futebol profissional. “Tudo que eu fiz foi bem pensado, sempre dei meu máximo, sempre me esforcei e fui honesto, independente do lugar que eu estive, eu saio de cabeça erguida e muito feliz, porque foi uma carreira muito gloriosa e que me deu muitas alegrias”, finalizou o agora aposentado da bola, Douglas Rinaldi. 


Crédito: Fábio Pelinson/Jornal O Alto Uruguai

terça-feira, 9 de julho de 2013

JOGADOR RINCÓN, QUE ATUOU CONTRA O UNIÃO NESSE ANO, MORRE EM SÃO PAULO

Rincón foi titular contra o União Frederiquense em jogo disputado no Estádio dos Eucaliptos, 
em Santa Cruz do Sul (Foto: Fábio Pelinson /Arquivo AU)

Morreu na madrugada da segunda-feira, 8, o jogador Claudiney Ramos, o Rincón, de 33 anos. Rincón jogou a Divisão de Acesso 2013 pelo Avenida, atuando contra o União Frederiquense no dia 8 de abril. O atleta, que havia rescindido o contrato com o Avenida na última semana, estava internado desde sábado, 6, em um hospital de Sorocaba, interior do estado de São Paulo, onde deu entrada vítima de malária.
O paranaense de 33 anos, naturalizado guinéu-equatoriano, ganhou as manchetes de grandes jornais e sites esportivos em março, quando marcou um gol salvador, aos 43 minutos do 2° tempo, num jogo onde Guiné Equatorial venceu a seleção de Cabo Verde pelo placar de 4 a 3, em jogo válido pelas Eliminatórias Africana para a Copa do Mundo 2014. Apesar da causa da morte ainda não ter sido confirmada, a maior suspeita é de malária africana. A doença teria sido contraída em uma das viagens de Rincón à África para defender a seleção.



Créditos: Fábio Pelinson/Jornal O Alto Uruguai

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O ANO DAS LIÇÕES

Um dos destaques do ano foi a torcida, que manteve boa média de público em todos 
os jogos do União em casa (Foto: Caroline de Oliveira/Arquivo AU)

O ano do União Frederiquense começou ainda em novembro de 2012, quando os primeiros pré-contratos começaram a ser assinados pelos jogadores. Porém, muita água rolou em relação àquele grupo apresentado em janeiro e muitas lições certamente ficarão para a direção. Durante a competição, o União trocou duas vezes de técnico, e 11 jogadores foram dispensados. É difícil afirmar de fato o que deu errado, afinal, jogadores com histórico de disciplina e dedicação simplesmente não tiveram o mesmo afinco defendendo as cores do Leão da Colina. Para o presidente Celson de Oliveira, nessa temporada nada deu certo. “As dispensas foram maiores nesse ano devido ao que tivemos dentro do campo; se o resultado vem, as dispensas são menores. Mas no meu planejamento nada deu certo, no fim ainda conseguimos não cair, mas para o que nós gostaríamos de buscar, acho que foi um ano péssimo, porque a gente fez um time de qualidade, mas não conseguimos reverter em resultados dentro do campo”, comentou o presidente do clube.
Empatar só é bom se o dever de casa for cumprido. Essa foi uma das lições que ficam para o União Frederiquense depois da Divisão de Acesso 2013. O time foi o que mais empatou na competição, o que fez com que o segundo turno fosse de aflição no Vermelhão da Colina, diante dos apenas cinco pontos conquistados na primeira parte do campeonato. As duas vitórias em casa, nos três jogos disputados, foi o que salvou o tricolor de Frederico Westphalen da “degola”, e até deram chances para classificação na última rodada, mas tudo isso foi muito pouco.

União para no segundo semestre
O presidente Celson confirmou que o futebol profissional do União irá parar nesse segundo semestre, apenas as categorias de base continuam suas atividades. Além disso, um dos focos do clube no segundo semestre é a construção do novo estádio. Os terrenos já começaram a ser vendidos, e a comissão responsável está buscando as licenças ambientais para a terraplanagem.

Recorde de rescisões
Treinadores: Tiago Nunes e Marcelo Caranhato

Jogadores que ficaram pelo caminho
Defesa: Douglas Fortes / Aguinaldo / Anderson Bill / Barão / Maurício Gaúcho.
Meias: Alex Goiano / Jean Michel / Marcelo Butty / Deives Tiago.
Ataque: Adelki / Murilo.

Campanha
Duas vitórias
Nove empates
Quatro derrotas

1º turno – cinco pontos em oito jogos – aproveitamento 20,8%.
2º turno – 10 pontos em sete jogos – aproveitamento 47,1%.

- Foi o time que mais empatou na Divisão de Acesso 2013.
- Foi o terceiro time que menos venceu, perdendo apenas para os rebaixados Guarany de Camaquã e Gaúcho.
- Foi a quinta equipe que menos perdeu na competição.

No Vermelhão da Colina
42,85% de aproveitamento.

Fora de casa
25% de aproveitamento.

- Jogando fora, o União empatou seis vezes e perdeu duas.

Artilheiro da temporada
Paulinho Macaíba, com cinco gols.



Créditos: Fábio Pelinson/Jornal O Alto Uruguai

terça-feira, 2 de julho de 2013

DIVISÃO DE ACESSO: SEMIFINAIS COMEÇAM NESTA QUARTA-FEIRA

Os torcedores da Ser Santo Ângelo, Aimoré, Brasil de Pelotas e do Ypiranga de Erechim vivem nesta quarta-feira, 03, mais uma decisão no caminho rumo à primeira divisão do Campeonato Gaúcho. Uma curiosidade é que o União Frederiquense perdeu apenas para um dos quatro semifinalista, empatando com os outros três, inclusive jogando em Santo Ângelo e em Pelotas.

Aimoré teve grande ascensão no campeonato após vencer o União Frederiquense no estádio Cristo Rei, 
em São Leopoldo (Foto: Fábio Pelinson)

Já o Inter-Sm, que disputou diretamente a vaga para as quartas de final com o clube de Frederico Westphalen, na última rodada deste segundo turno, ficou pelo caminho. O time do técnico Badico, que empatou com o União em 2 a 2 no estádio Presidente Vargas, perdeu por 4 a 1 e 2 a 1 para o Aimoré, e deu adeus ao sonho do acesso. O time que chega com moral para a semifinal é o Brasil de Pelotas. Após perder na primeira partida das quartas por 1 a 0 para o Avenida, o time aplicou um sonoro 5 a 1 no estádio Bento Freitas, no último domingo. Mesmo eliminado, o Riograndense de Santa Maria ainda está na disputa da terceira vaga do acesso, já que foi o melhor time na classificação geral. Para entrar na disputa, basta o Brasil de Pelotas chegar à final do turno. Assim, a briga pela terceira vaga fica entre Riograndense e quem for vice-campeão deste segundo turno, já que o time de Pelotas, mesmo que venha a perder a final, por ter sido finalista no primeiro turno, ainda estará no páreo.  



Créditos: Fábio Pelinson/Jornal O Alto Uruguai

domingo, 23 de junho de 2013

UNIÃO EMPATA, EVITA O REBAIXAMENTO, MAS ENCERRA A SUA PARTICIPAÇÃO NA SÉRIE A/2

(Foto: Fábio Pelinson/Jornal O Alto Uruguai)

Depois de um início de temporada dramático, quando nada dava certo para o União, a equipe trocou de comandante por duas vezes, até Agenor Piccinin chegar e fazer o time reagir na competição. Chegando assim, na última e decisiva partida – válida pela sétima rodada do 2° turno –, dependendo só de si para se salvar do rebaixamento e garantir a classificação para o quadrangular final da Divisão de Acesso.
Jogando longe de seus domínios, o Leão da Colina entrou em campo na tarde deste domingo, 23, para enfrentar o Internacional, no Estádio Presidente Vargas, em Santa Maria.
Em uma partida emocionante desde os minutos iniciais, o time comandado por Piccinin chegou a sair da frente no marcador, quando aos 17min Paulinho Macaíba marcou um golaço após chutar a bola no canto esquerdo. O gol de empate veio aos 32min, em cobrança de pênalti de Valença, e a virada veio ainda no final do primeiro tempo, com 43min, quando Marco Antonio deixou o Inter-SM na frente no placar.
A equipe do União retornou para o segundo tempo para tentar reverter o marcador, e aos 8min, Hyantony em cobrança de pênalti deixou tudo igual em 2 a 2. O mesmo Hyantony aos 20min sofreu falta dentro da área e o árbitro marcou pênalti, e o atacante assumiu a responsabilidade de cobrar a penalidade, mas sem sorte, desperdiçou a oportunidade de garantir a vitória e a classificação do União.
Os quatro classificados para o quadrangular final do Grupo A foram Aimoré, Santo Ângelo, Riograndense e Avenida. Pelo Grupo B avançaram Brasil de Pelotas, Ypiranga, Riopardense e Inter-SM.
Com 15 pontos, na 13ª posição na classificação geral, o União Frederiquense encerra sua participação na Divisão de Acesso 2013 comemorando ter conseguido atingir o objetivo inicial, que era se livrar do rebaixamento, mas também fica com o gostinho que poderia ter ido além, pelo desempenho da equipe nesta reta final.
Confira todas as informações da partida na edição impressa do O Alto Uruguai na próxima quarta-feira, 26.


Jogo
União sai na frente, mas leva a virada

(Foto: Fábio Pelinson/Jornal O Alto Uruguai)

Para a partida do tudo ou nada para as duas equipes, o jogo iniciou nervoso. Quem tomava as iniciativas nos minutos iniciais era a equipe da casa, o Inter-SM.
A equipe do União, comandada por Agenor Piccinin que colocou em campo quatro jogadores no ataque, equilibrou a partida aos 10min, quando a equipe frederiquense começou a criar as suas melhores jogadas ofensivas.
Aos 12min, Itaqui em cobrança de escanteio alçou a bola para a área, e Hyantony livre recebeu na pequena área, mas não conseguiu aproveitar a grande oportunidade para abrir o marcador. Continuando no campo de ataque, com 17min, eis que o Leão da Colina conseguiu abrir o placar. O lateral Ganzer recebeu a bola na intermediaria, e pela esquerda avançou, driblou três jogadores e lançou para Paulinho Macaíba chutar no canto esquerdo do goleiro Samuel, fazendo 1 a 0 para o União.
Na jogada seguinte, em roubada de bola do União, com Macaíba ficou com a bola e tocou para Hyantony que desperdiçou novamente boa oportunidade de ampliar o placar.
Novamente a equipe de FW sentiu o gosto amargo de estar melhor na partida, e levar o gol de empate aos 32min. O goleiro Bruno Hepp do União derrubou Paulinho na área e o árbitro Fabrício Neves Corrêa assinalou a penalidade. Na cobrança, o capitão Valença cobrou no ângulo esquerdo, converteu, e deixou o placar da partida em 1 a 1.
Mesmo após levar o gol, o União continuou no ataque pressionando com Lugo, Macaíba e Hyantony, e aos 40min teve bola na trave. Após Ganzer cobrar falta, a bola desviou no volante Manivela, e tocou no travessão. Se a equipe de FW não aproveitou as oportunidades criadas, o time do técnico Badico foi eficiente quando chegou no seu campo de ataque.
Em mais um descuido defensivo, o União levou o gol da virada. Com 43min, Artieri cobrou falta, e Marco Antonio de cabeça colocou a bola no ângulo, e virou o marcador, deixando em 2 a 1 para o Inter-SM.
E as equipes foram para o vestiário após um primeiro tempo emocionante. 

2° tempo
União consegue o empate, mas desperdiça sair com a vitória

(Foto: Fábio Pelinson/Jornal O Alto Uruguai)

Para a segunda etapa, o treinador Piccinin fez a primeira alteração na sua equipe. Colocou Rinaldi, no lugar de Michel Lugo, com isso, deixou o meio campo do União menos vulnerável aos ataques do adversário.
Mas o Inter-SM continuou a pressionar a equipe do tricolor em busca de ampliar o placar. Com 4min, Marco Antonio recebeu a bola na direita e entrou na área em velocidade, obrigando o goleiro Bruno Hepp a fazer grande defesa, na sobra Paulinho ficou com a bola, mas novamente Hepp conseguiu salvar o União.
Aos 8min, eis que o União conseguiu o gol de igualdade no marcador. Após boa jogada de Itaqui, o lateral tocou para Macaíba, que sofreu falta do zagueiro Wesley dentro da área, e árbitro marcou penalidade máxima. O atacante Hyantony partiu para a cobrança e colocou a bola no ângulo direito, deixando em 2 a 2.
Conseguindo respirar na partida, a equipe do Leão da Colina teve aos 10min mais uma bola na trave, quando Itaqui cobrou falta no travessão.

(Foto: Fábio Pelinson/Jornal O Alto Uruguai)

Com força ofensiva, o União conseguiu uma grande oportunidade para ficar a frente do placar quando aos 19min, Hyantony recebeu dentro da área, e foi parado com falta por Valença, e o árbitro Fabrício Neves Corrêa assinalou mais um pênalti, a favor do tricolor de FW. O mesmo Hyantony que havia convertido o primeiro pênalti, assumiu a responsabilidade de cobrar a penalidade. Desta vez, trocou de lado e tocou no canto esquerdo, para a fácil defesa do goleiro Samuel, ainda no rebote, Gilian tentou colocar a bola para o fundo das redes, mas o goleiro fez outra grande defesa.
O Inter-SM respondeu aos 22min com Paulinho, que chutou a bola no travessão, para sorte do União. Depois disto, a equipe santamariense tratou de segurar o placar, já que com a combinação de resultados conseguia a classificação para a próxima fase, e assim o fez. O placar final ficou em 2 a 2.
O alívio do tricolor frederiquense veio somente com o apito final do jogo em Pelotas, entre Farroupilha e Riograndense, onde a equipe também de Santa Maria venceu por 1 a 0, resultado que garantiu a permanência do União na Série A/2.

(Foto: Fábio Pelinson/Jornal O Alto Uruguai)

Ficha técnica – 6ª rodada – 2° turno – Série A/2
Local: Estádio Presidente Vargas, em Santa Maria
Data: 23/06/2013
Horário: 15h30min
Árbitro: Fabrício Neves Corrêa 
Auxiliares: Jose Javel Silveira e Rafael da Silva Alves
Inter-SM (I): Samuel, Douglas Tuche, Henrique (Luther), Valença, Wesley, Rossi, Natan, Altieri (Josias), Arpini (Luiz Fernando), Marco Antônio e Paulinho. Técnico: Badico.
União Frederiquense (U): Bruno Hepp, Itaqui (Rodrigo Vareta), Ícaro, Caçapa e Ganzer; Patrola, Manivela, Michel Lugo (Rinaldi), Paulinho Macaíba, Gilian e Hyantony (Jajá). Técnico: Agenor Piccinin.
Cartões amarelos: Arpini, Wesley, Valença, Josias (I), Manivela, Hyantony, Ícaro, Patrola (U)
Gols: Valença e Marco Antônio (I); Paulinho Macaíba e Hyantony (U)
Placar Final: Inter-SM 2 x 2 União Frederiquense


Créditos: Caroline de Oliveira/Jornal O Alto Uruguai
Fotos: Fábio Pelinson/Jornal O Alto Uruguai

sábado, 22 de junho de 2013

JOGO DA VIDA EM SANTA MARIA

Última partida do segundo turno vale a classificação e a fuga definitiva do rebaixamento
 para o União (Foto: Caroline de Oliveira/Arquivo AU)

Quando o técnico Agenor Piccinin assumiu o União Frederiquense, dentro da projeção de conquista de sete pontos em três jogos, o treinador ressaltou a importância de chegar vivo na última rodada, o que aconteceu após uma vitória e um empate. No jogo desse domingo, 23, no Presidente Vargas, em Santa Maria, a vida do União estará em campo. A última rodada da fase de grupo do segundo turno permite que, com uma vitória, o time consiga a fuga definitiva do rebaixamento e a classificação para a próxima fase. Se os três pontos não vierem, o torcedor terá que acompanhar aflito ao resultado de alguns jogos, como o do Riopardense, que briga por uma vaga entre os quatro, e o do Farroupilha, que na classificação geral ocupa a última vaga do rebaixamento com um ponto a menos que o União.
Após o empate com o Brasil-Pe, o time seguiu direto para Santa Maria. O objetivo da direção foi evitar o desgaste dos jogadores com a longa viagem de volta, e depois de ida até a cidade, na região central do Estado. Até a sexta-feira, 21, pela manhã, o time de Agenor Piccinin não havia conseguido treinar, portanto, algumas dúvidas seguem em relação ao time que começará a partida. O que é certo é que Agenor não abre mão do pensamento de que só quem está 100% fisicamente joga no seu time.  
   
O adversário
O Inter-SM ocupa a terceira colocação do Grupo B, com 9 pontos, mesma pontuação do União Frederiquense, que perde no critério do número de vitórias. O time do técnico Badico vem de derrota para o Brasil de Pelotas, por 2 a 0, no Bento Freitas. Nesse segundo turno, jogando no estádio Presidente Vargas, o Inter-SM conquistou duas vitórias e uma derrota. 

Desfalques
No Inter-SM o goleiro Jair, expulso no último jogo, está suspenso. Mesma situação do zagueiro Betão, que levou o terceiro cartão amarelo contra o Brasil-Pe, e não atuará contra o União. O volante Natan, que estava afastado por motivos pessoais, voltou aos trabalhos e deve ser titular.
No lado do União Frederiquense, o zagueiro Xavier, lesionado, não atuará. Na lateral direita Rodrigo Vareta, em condições de jogo, disputa a vaga com Itaqui, que atuou nas duas últimas partidas. No meio, Thiago Correa pode perder a vaga para Gilvan, que tem entrado bem. Se Hyantony for mantido na equipe, o meia Piccinini novamente não será relacionado para a partida em função do regulamento, que permite apenas três jogadores vindos de série A.  

Prováveis escalações
União Frederiquense: Bruno Hepp, Rodrigo Vareta (Itaqui), Ícaro, Caçapa e Ganzer; Patrola, Manivela, Thiago Correa (Gilvan), Paulinho Macaíba, Gilian e Hyantony. Técnico: Agenor Piccinin.

Inter-SM: Samuel, Douglas Tuche, Henrique (Carlos Heitor), Valença, Wesley, Rossi, Natan, Altieri, Arpini, Marco Antônio e Paulinho. Técnico: Badico.

Arbitragem 

O árbitro da partida será Fabricio Neves Corrêa (foto), auxiliado por Jose Javel Silveira e Rafael da Silva Alves.
Fabrício Neves Corrêa é professor de educação física de 39 anos, e já apitou jogos do Inter e Grêmio pelo Gauchão, e também comandou um Gre-Nal, em 2012.



Créditos: Fábio Pelinson/Jornal O Alto Uruguai

sexta-feira, 21 de junho de 2013

EM DIA CHUVOSO EM SANTA MARIA, UNIÃO E INTER TREINAM NO MESMO CAMPO

(Foto: Ramiro Ramirez/A Razão)

A tarde desta sexta-feira, 21, foi de reencontros no gramado sintético do Sport Show – campo em frente ao estádio Presidente Vargas, palco da grande decisão de domingo –, em Santa Maria.
A forte chuva impossibilitou os times do União e do Inter-SM de realizarem mais um treino tático, e o planejamento de ambos teve que ser refeito. Coincidentemente, os times acabaram treinando no mesmo gramado sintético, apenas em horários diferentes.

Trabalho semelhante e clima descontraído marcam treino

Os treinadores Badico e Piccinin, que são grandes amigos, se reencontraram nesta tarde
(Foto: Ramiro Ramirez/A Razão)

Por volta das 15 horas, o técnico Agennor Piccinin iniciou o treino do União, que perdurou até às 16 horas, e depois disto, foi a vez de Badico, treinador do Inter-SM, adentrar ao campo, para comandar o seu trabalho.
No treino desta tarde, Inter e União realizaram uma atividade semelhante, quando dividiram o elenco em quatro times, e os jogadores só podiam dar dois toques na bola, e a cada gol marcado, um saía de quadra e entrava um atleta que aguardava na beira do campo, assim, todos participaram dos trabalhos.
No reencontro entre Agennor e Badico, a conversa se estendeu por um bom tempo. Os treinadores são velhos conhecidos um do outro, já chegando até a trabalhar juntos, em 2012, no São José de Porto Alegre.
Em um clima bem descontraído, Patrola que foi jogador do Inter-SM no ano passado, chegou até a brincar com alguns colaboradores do clube, e os jogadores das equipes por já se conhecerem, também aproveitaram o reencontro para colocar o papo em dia.
Na manhã deste sábado, 22, se a chuva acalmar, o União e o Inter-SM devem realizar o seu último treino tático. O Leão da Colina deve treinar no campo do Estádio dos Eucaliptos, enquanto a equipe colorada deve realizar o treino em seu campo, no Presidente Vargas, onde as equipes se enfrentam no próximo domingo, às 15h30min.

Mesmo com desfalques de ambos os lados, treinadores tem times encaminhados
No Inter-SM o goleiro Jair, expulso no último jogo, está suspenso. Mesma situação do zagueiro Betão, que levou o terceiro cartão amarelo contra o Brasil-Pe, e não atuará contra o União. O volante Natan, que estava afastado por motivos pessoais, voltou aos trabalhos e deve ser titular. Badico deve levar a campo: Samuel, Douglas Tuche, Henrique, Valença, Wesley, Rossi, Natan, Altieri, Arpini, Marco Antônio e Paulinho.
No lado do União Frederiquense, o zagueiro Xavier, lesionado, não atuará. Na lateral direita Rodrigo Vareta, em condições de jogo, disputa a vaga com Itaqui, que atuou nas duas últimas partidas. No meio, Thiago Correa pode perder a vaga para Gilvan, que tem entrado bem. Se Hyantony for mantido na equipe, o meia Piccinini novamente não será relacionado para a partida em função do regulamento, que permite apenas três jogadores vindos de série A. A opção do treinador Piccinin pode ser: Bruno Hepp, Itaqui, Ícaro, Caçapa e Ganzer; Patrola, Manivela, Thiago Correa (Gilvan), Paulinho Macaíba, Gilian e Hyantony.


Contribuiu com fotos e informações: Ramiro Ramirez/Jornal A Razão


Texto: Caroline de Oliveira/Jornal O Alto Uruguai